Banco Central sobe juros. Saiba como ficam seus empréstimos e cartões de crédito

O Copom elevou a taxa básica do Brasil (Selic) para 12,75% ao ano. E esta medida para tentar impedir o desenvolvimento da inflação. Em pouco mais de um ano, e tendo em conta o período de janeiro de 2021 a março deste ano, o banco central elevou a taxa de juro de 2% ao ano para 11,75%, o que significa um aumento de 9,75 pontos percentuais até ao final do ano . À medida que o mês aumenta, a taxa média de juros sentida pelos consumidores deve apresentar variação de 1,69%, segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos – Anefac. A Selic difere da taxa praticada pelo mercado, mas a elevação da taxa referencial se reflete nos juros que as empresas de cartão de crédito cobram sobre financiamentos e empréstimos empresariais.

A uma taxa de juros de 12,75% ao ano, a taxa média de juros para um empréstimo pessoal bancário era de 3,86% ao mês e 57,54% ao ano, e agora a taxa média de juros é de 3,94% (mensal) e 59% (anual), variando 2,07% (mensal) e 2,54% (ano). Do lado do cheque especial, o impacto da nova alta deve elevar as taxas de 7,84% (mensal) e 147,38% (anual) para 7,92% (mensal) e 149,59% (anual), resultando em variação de 1,02% (mensal) e 1,50% (ao ano). No cartão de crédito, os juros médios de 13,58% (mês) e 360,92% (ano) devem subir para 13,66% (mês) e 364,83% (ano) – período de 0,59% e 1,08% respectivamente.

COMO FICAM MEUS INVESTIMENTOS?

Ainda de acordo com as estimativas da Anefac, com taxa básica de 12,75% ao ano, as aplicações de renda fixa, como os fundos de investimento, continuam ganhando força e se beneficiando da poupança na maioria dos casos. As contas de poupança ainda são divertidas. Isso acontece porque os rendimentos da caderneta de poupança são protegidos por lei (TR + 6,17% ao ano) e não estão sujeitos a nenhum imposto, diferentemente dos fundos de renda fixa que estão sujeitos ao imposto de renda sobre seus rendimentos.

Considerando que a taxa básica ultrapassou o percentual de 8,50% ao ano, a partir de agosto de 2014, os rendimentos das poupanças antigas e novas passaram a ser iguais a TR + 6,17% ao ano. Portanto, a nova regra de poupança de remuneração de 70% da taxa básica (SELIC) mais variações da TR não se aplica mais. Com a atual Selic, a poupança perde para os fundos com taxa de administração abaixo de 2,50% ao ano. Quanto à rentabilidade das contas de poupança. Mesmo que a taxa básica aumente. Eles continuarão se destacando entre os fundos de renda fixa com taxas de administração acima de 2,50% ao ano, que muitas vezes são investimentos de menor valor porque não pagam imposto de renda ou taxa de administração.